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Penso que vale a pena falar sobre os peptídeos de colagénio, porque há quem relate benefícios reais. No entanto, esses benefícios são geralmente discretos, não são espetaculares. Não devem substituir a alimentação, o exercício físico, os cuidados com a pele, a fisioterapia ou o aconselhamento médico, quando estes forem necessários.
Se eu quisesse testar se os peptídeos de colagénio funcionam, faria disso uma experiência pessoal. Usaria um produto diariamente durante 8 a 12 semanas, evitaria alterar outros cinco hábitos e, depois, compararia os resultados. As opiniões na Internet são demasiado contraditórias para constituírem uma resposta definitiva.
Não descartaria os peptídeos de colagénio, mas também não acreditaria cegamente no alarido em torno deles. Ficam num meio-termo: há evidências plausíveis a seu favor, mas não são mágicos. O resultado depende provavelmente da dose, da qualidade do produto, da alimentação e do motivo pelo qual se está a tomá-los.
A minha resposta é: talvez, mas aos poucos e não para toda a gente. O colagénio não é como a cafeína, cujos efeitos se sentem imediatamente. As pessoas que mantêm a consistência durante meses e têm objetivos realistas parecem ter mais probabilidades de ficar satisfeitas.
Diria que os peptídeos de colagénio podem funcionar para algumas pessoas, mas a palavra “funcionar” requer um objetivo claro. Se o objetivo for uma pequena melhoria na sensação da pele, nas unhas ou no conforto das articulações ao longo do tempo, isso parece-me mais credível. Se o objetivo for uma transformação rápida, ficaria cético.
