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Abordo esta questão do ponto de vista da composição corporal. Quando os clientes estão a perder peso de forma ativa, correm o risco de perder massa muscular magra juntamente com a gordura. Os peptídeos de colagénio são ricos em aminoácidos específicos — como a glicina e a prolina — que contribuem para a saúde do tecido conjuntivo e das articulações, o que é essencial para quem está a intensificar a sua rotina de exercício físico com o objetivo de perder peso.
No entanto, é importante referir que o colagénio é uma proteína incompleta, uma vez que não contém triptofano. Para uma verdadeira síntese muscular, é necessário combiná-lo com uma alimentação equilibrada. Costumo dizer aos meus pacientes: o colagénio preserva a massa magra e apoia a recuperação das articulações durante a perda de peso, tornando todo o processo muito mais sustentável.
Do ponto de vista do desenvolvimento de produtos, os peptídeos de colagénio não são uma solução milagrosa para a queima de gordura, mas constituem uma ferramenta incrível para a gestão da saciedade. Quando formulamos batidos para controlo de peso ou barras substitutas de refeições, analisamos o impacto dos macronutrientes nas hormonas da fome.
O colagénio é uma fonte de proteína pura. Estudos clínicos sugerem que pode estimular a libertação de hormonas da saciedade (como o GLP-1 e o PYY) de forma ainda mais eficaz do que alguns outros tipos de proteína. Assim, embora não ‘derreta gordura’ diretamente, ajuda os consumidores a manter um défice calórico, mantendo-os saciados. Se pretende comercializar um ingrediente voltado para o controlo de peso, apostar no aspeto da saciedade é a sua melhor opção.
